21.11.06

Dia da Consciência Negra- Negros notáveis em Cristo 5

 

As palavras de Martin Luther King, Jr. (1929-1968) foram ouvidas pela América e pelo mundo. Seu famoso discurso, “Eu Tenho um Sonho...” (“I Have a Dream”) simboliza a visão de um mundo mais justo pelo qual King lutou de forma pacífica. Martin Luther King, Jr. é considerado o maior líder negro na história dos Estados Unidos. Ele foi um dos principais responsáveis pelo fim da segregação racial em seu país.

Sua Vida

Martin Luther King, Jr., filho primogênito de Martin Luther King e Alberta Williams, nasceu em Atlanta, na Geórgia, Estados Unidos. Seu pai e avô materno foram pastores batistas.

King freqüentou escolas públicas onde havia segregação racial. Foi um aluno brilhante: ele se formou do colegial aos 15 anos de idade e concluiu a faculdade aos 19. Em 1951, formou-se em um Seminário Teológico. Quatro anos depois, obteve seu doutorado em Teologia pela Universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott, uma estudante de Música com quem ele se casou em 1953. O casal teve quatro filhos.

Em 1954, King aceitou um emprego como pastor na Igreja Batista da Dexter Avenue em Montgomery, no estado do Alabama. Essa igreja era uma poderosa instituição negra e possuía um público politicamente consciente que já se manifestava contra a discriminação. 

Contesto Histórico:

A situação dos negros no sul dos Estados Unidos era deplorável. Sofriam constante discriminação racial e eram proibidos de entrar em certos restaurantes e lugares públicos. Na região sul dos Estados Unidos, filhos de pais negros não podiam freqüentar as mesmas escolas e faculdades que crianças e jovens brancos. Um homem negro corria o risco de ser assassinado caso olhasse ou conversasse com uma mulher branca. Mesmo um homem negro que havia cursado uma faculdade não tinha o direito de votar.

As leis de segregação racial obrigavam os passageiros negros a ocupar apenas os assentos no fundo dos ônibus e a conceder seus lugares a passageiros brancos, no caso do ônibus estar lotado. Eles eram freqüentemente humilhados e agredidos por racistas brancos.

No dia 1 de dezembro de 1955, na cidade de Montgomery, no estado do Alabama, Rosa Parks, uma líder da Associação Nacional de Avanço do Povo Negro (NAACP), recebeu ordem de um motorista de ônibus para ceder seu assento a um passageiro branco. Por se recusar a seguir a ordem do motorista, Rosa Parks foi detida e levada à prisão. Esse incidente levou a população negra a organizar um boicote: durante um ano, os negros de Montgomery se recusaram a utilizar os ônibus da cidade.


Rosa Parks

Martin Luther King Jr. foi eleito presidente da Associação para o Avanço de Montgomery (MIA) para coordenar o boicote à lei de segregação no transporte público. Foi assim que se iniciou a luta de King pelos direitos civis nos Estados Unidos. King baseou sua luta nos ideais de resistência pacífica, chegando até a visitar a Índia em 1959, para estudar as formas de protesto pacífico de Gandhi. King continuou a liderar protestos sem empregar violência. Apesar de sempre lutar pacificamente contra a discriminação racial, King foi preso, sua família foi ameaçada de morte e sua casa foi destruída.

Em fevereiro de 1956, dois meses após o incidente Rosa Parks, um advogado da MIA entrou com um processo no tribunal federal contra a lei de segregação dos ônibus da cidade de Montgomery. O tribunal decretou que a lei era inconstitucional; o governo de Montgomery apelou contra a decisão, mas sem sucesso. A primeira batalha pelos direitos civis havia sido vencida.

Em 1957, King ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), uma organização de igrejas e sacerdotes negros. King tornou-se o líder da organização, que tinha como objetivo acabar com as leis de segregação por meio de manifestações e boicotes pacíficos. Muitos brancos que viviam na região norte do país apoiavam, inclusive financeiramente, o trabalho de King.

Em 1960, King deixou a igreja de Montgomery e se mudou para Atlanta, onde trabalhou como pastor juntamente com seu pai.

No início da década de 1960, King liderou uma série de protestos em diversas idades norte-americanas. Ele organizou manifestações para protestar contra a segregação racial em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Durante uma manifestação, King foi preso, tendo sido acusado de causar desordem pública. Na prisão, King escreveu uma famosa carta na qual afirmava que as pessoas tinham a responsabilidade moral de desobedecer e lutar contra leis injustas. Após ser libertado, King continuou a liderar manifestações que tinham como objetivo pôr um fim às leis de segregação racial nos Estados Unidos.

Em 1963, King e outros líderes negros organizaram a “Marcha para Washington”, que foi um protesto que contou com a participação de mais de 200.000 pessoas que se manifestaram em prol dos direitos civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos. Nesta marcha, King fez seu mais famoso discurso “Eu Tenho Um Sonho”. O discurso expressou seu sonho – e o sonho de todos os negros e de outras minorias nos Estados Unidos – de viver numa sociedade igualitária e justa.

“I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: ‘We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal.’ … I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.”

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: ‘ Nós acreditamos que esta verdade seja evidente, que todos os homens são criados iguais.’ ... Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter.”

Martin Luther King Jr.

A marcha serviu como um último passo em direção à promulgação da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proibiu a segregação racial em locais públicos, empresas e escolas.

Em 1964, Martin Luther King, Jr. recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Os protestos organizados por King continuaram. Em 1965, ele liderou uma nova marcha. Uma das conseqüências dessa marcha foi a aprovação da Lei dos Direitos de Voto de 1965 que abolia o uso de exames que visavam impedir a população negra de votar. Nessa época, King também passou a trabalhar para melhorar a situação econômica da população negra dos Estados Unidos.

Em 4 de abril de 1968, Martin Luther King, Jr. foi assassinado em Memphis, Tennessee, por um franco atirador chamado James Earl Ray. Earl era um fugitivo branco que admitiu a autoria do crime. O assassino de King foi condenado a 99 anos de prisão.

Martin Luther King Jr. foi morto, mas suas palavras, seu trabalho e sacrifício moldaram os Estados Unidos e influenciaram o mundo. King evitou que os Estados Unidos continuasse a ser um país onde as pessoas não viviam em igualdade. Tendo sido um dos principais responsáveis pelo fim da segregação racial nos Estados Unidos, Martin Luther King Jr. é um modelo de liderança e coragem.

Cristãos negros

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Árabes dizimam população negra no Sudão

Segunda-feira, Outubro 10

Árabes dizimam população negra no Sudão

Importante matéria publicada no jornal Folha de SP, sábado, dia 8 de outubro de 2005

"Limpeza" étnica, promovida com apoio governamental, já matou mais de 400 mil pessoas e expulsou 2 milhões

JOHANN HARI
DO "INDEPENDENT" (jornal inglês)

Finalmente, o genocídio no oeste do Sudão está quase terminado. Há um problema, porém: o genocídio está chegando ao fim apenas porque não restam negros para matar ou submeter à limpeza étnica. No esforço para "limpar" o oeste do país de "zurgas" -termo que pode ser traduzido como "crioulos"-, o governo da Frente Islâmica Nacional já exterminou mais de 400 mil deles e expulsou outros 2 milhões de suas casas.

As milícias racistas governamentais, conhecidas como Janjaweed, adorariam continuar a matar e devastar, mas os povoados negros já foram todos queimados, e todas as mulheres negras já foram estupradas, inseminadas com "semente árabe" para "destruir sua raça de dentro para fora". O primeiro genocídio do século 21 transcorreu sem transtornos, e os genocidas venceram.

Alguns dos sobreviventes acabaram chegando ao solo britânico. Adam Hussein hoje vive em Doncaster. Um dia qualquer no ano passado, ele estava no quintal de sua casa, com seu tio e sua irmã, quando "de repente vimos um avião passar pela cidade e começar a jogar bombas. Depois de alguns minutos, vimos chegar os Janjaweed, que atacaram minha irmã e meu tio, e... eles morreram.

Eu os vi agarrando outras meninas e moças e estuprando-as." Adam foi posto na prisão pelos Janjaweed, como parte do "pogrom". Ele só conseguiu fugir por acaso, e, com muita sorte, conseguiu embarcar num navio que acabou chegando a Londres.

Represália

A responsabilidade principal pelo genocídio cabe ao governo da Frente Islâmica Nacional, em Cartum. Durante décadas o governo tratou Darfur como nada além de uma fonte de leais recrutas muçulmanos para combater na guerra civil movida pelo governo contra os cristãos do sul do país. Os "zurgas" serviam para morrer às centenas de milhares, travando uma guerra inútil, mas não eram bons o suficiente para fazer parte do governo nem para que se gastasse dinheiro público com eles.

Quando, em 2003, eles encenaram uma pequena revolta contra décadas de tratamento desse tipo, Cartum reagiu com ferocidade estarrecedora. O governo soltou as milícias Janjaweed -grupos de homens a cavalo, armados com facões e metralhadoras- e apoiou os ataques delas com helicópteros de guerra.

À medida que a violência foi se tornando mais e mais selvagem, a linha dura de Cartum passou a enxergar o que estava acontecendo como oportunidade.

Darfur fica sobre a fronteira geográfica que separa a África árabe da África negra, e, desde a década de 1980, os islâmicos de Cartum anseiam por "arabizar por completo nossa parte da África" e expulsar do país a população negra, "inferior". Essa era sua chance. Eles fizeram com que a repressão de uma rebelião local fosse pouco a pouco derrapando, transformando-se em genocídio.

As milícias adorariam continuar a matar, mas os povoados negros já foram todos queimados

Ficou claro desde muito cedo que se tratava de uma reprise de Ruanda. Romeo Dallaire foi o chefe da força de manutenção da paz da ONU em Ruanda que se esforçou desesperadamente -e em vão- para convencer o mundo a intervir, só para ser obrigado a assistir, impotente, a centenas de milhares de pessoas sendo massacradas sistematicamente. Ele descreveu Darfur como "Ruanda em câmera lenta".

Tony Blair, em 2001, prometeu que, "se Ruanda voltar a acontecer, teremos a responsabilidade moral de agir". Mas, confrontado com isso, ele não ofereceu nada além de uma folha de figueira moral: propôs que uma força da União Africana (UA) fosse enviada para monitorar um cessar-fogo em Darfur. Mas a UA não possui a capacidade física de pacificar nem sequer Tunbridge Wells, o que dirá Darfur. Ela enviou 3.000 homens apenas para monitorar uma área do tamanho da França.

Gerard Prunier, especialista em Darfur, diz que a força da AU consiste de "milhares de pequenos Dallaires negros que não podem fazer mais do que assistir à matança, que segue adiante. Enviá-la para Darfur foi a maneira que o mundo encontrou de não fazer nada, sem admitir que não está fazendo nada".

Esse fato foi ilustrado com clareza na semana passada, quando um campo de refugiados supostamente protegido por tropas da UA foi invadido por milicianos Janjaweed que massacraram 37 pessoas sem que um único tiro fosse disparado contra eles. Foi a mini-Srbrenica de Darfur.

Descontrolados

Num primeiro momento, a administração Bush falou sobre Darfur em tom contundente, tendo sido um dos primeiros governos a falarem publicamente em genocídio. Ao mesmo tempo, porém, como revelou o "Los Angeles Times", enviou aviões a Cartum para conduzir até Washington o chefe da inteligência sudanesa, Salan Abdallah Gosh, justamente a pessoa que supervisionava os massacres.

Gosh foi recebido em reuniões secretas em que foi saudado como "aliado estreito" pelo fato de ter compartilhado com os EUA informações sobre a Al Qaeda e por ter tomado medidas no sentido de abrir os campos petrolíferos do Sudão para grandes empresas americanas.

Bem, afinal, que importância tem um pouquinho de genocídio quando se está entre amigos? O Departamento de Estado já começou até a difundir a posição de propaganda sudanesa segundo a qual os Janjaweed são "tribais descontrolados e selvagens" que não estão sob o comando de Cartum. Mas quantos tribais descontrolados contam com helicópteros militares com a insígnia do Exército sudanês?

A lista de pessoas que traíram a população de Darfur não pára por aí. Tanto a China quanto a França possuem interesses petrolíferos no Sudão, razão pela qual disseram a Kofi Annan que vetarão qualquer tentativa do Conselho de Segurança de sequer impor sanções ao Sudão. No auge dos massacres em Darfur, a própria ONU indicou o governo sudanês para ser membro da Comissão de Direitos Humanos da ONU por um prazo de três anos.

Os "jihadistas" que afirmam estar combatendo em prol dos muçulmanos de toda parte, da Palestina à Tchetchênia e o Iraque, até agora não disseram nada para condenar o massacre de 400 mil muçulmanos inocentes em Darfur. Pelo contrário, eles apóiam o massacre, porque o governo de Cartum impõe a lei da sharia em toda parte por onde vai e, entre 1991 e 1996, chegou a convidar Osama bin Laden, o herói deles, a se instalar no país.

Grandes empresas, entre elas a Siemens e a Alcatel, continuam a operar e a pagar impostos no Sudão, mesmo cientes de que o dinheiro está sendo canalizado para assassinatos em massa.

O holocausto de Darfur constitui uma demonstração cabal e irrefutável do quão pouco as instituições mais poderosas do mundo são motivadas por considerações de moralidade humana fundamental. Confrontadas com um caso inequívoco do crime mais hediondo de todos, elas vêm conspirando para continuar a trabalhar com os assassinos, como se o genocídio não passasse de uma inconveniência de pouca monta.

Tradução de Clara Allain

20.11.06

Azusa Street

 

 

 

 

Apostolic Faith Mission 312 Azusa Street Los Angeles crica  1906

Apostolic Faith Mission
312 Azusa Street
Los Angeles, circa 1906
 
Azusa Street Mission located at 312 Azusa Street in Los Angeles, California. Courtesy: American Religion Image Library Project, Vanderbilt Divinity Library
Azusa Street Mission located at 312 Azusa Street in Los Angeles, California. (Courtesy: American Religion Image Library Project, Vanderbilt Divinity Library)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hebden Mission, The Canadian Azusa Street where Pentecost began in Canada in 1906

Dia da Consciência Negra- Negros notáveis em Cristo 4

William Seymour

William J Seymour and His Wife Jenny Moore crica 1906

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

William Joseph Seymour (Centerville, Louisiana, 2 de Maio de 187028 de Setembro de 1922) foi um pastor estadunidense, iniciador do movimento religioso denominado de Pentecostalismo.

Filho de escravos libertos, Seymour desenvolveu a crença em glossolalia (mais conhecido como dom de línguas) como provas de benção do Espírito Santo. Como consequência dessa lição, foi expulso da paróquia de Los Angeles onde havia se tornado pastor. Na procura de um lugar para continuar seu trabalho, ele fundou sua igreja no ano de 1906 em Los Angeles, localizada na Azusa Street (Rua Azusa) no. 312, e incluiu suas crenças doutrinárias ali.

O resultado foi a Azusa Street Revival Renovação da Rua Azusa. Seymour não só a existência de barreiras raciais em favor da "unidade em Cristo", ele também rejeitou barreiras às mulheres em qualquer forma de liderança de uma igreja. Ess processo de renovação foi de 1906 a 1909, e se tornou objeto de investigação por muitos protestantes da época. Alguns diziam que as visões de Seymour eram heréticas, onde outros aceitaram seus ensinamentos e retornaram às suas congregações para repassá-las. O movimento resultante tornou-se conhecido como "Pentecostalismo", comparando as manifestações do Espírito Santo ocorridas nos dois primeiros capítulos bíblicos de Atos com os ocorridos a dez dias antes da Festa de Pentecostes.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Dia da Consciência Negra- Negros notáveis em Cristo 3

 
Nome: Martin Luther King Jr
Local e ano do nascimento: Atlanta-EUA, 1929
Local e ano do falecimento: Memphis-EUA, 1968

Martin Luther King Jr. era o segundo de três filhos do reverendo Martin e de Alberta Williams King Em 1948, aos 19 anos, formou-se bacharel em Sociologia na Morehouse College. Continuando seus estudos formou-se em Teologia, em 1951, no Crozer Theological Seminary. Martin Luther King assumiu em 1954, na cidade de Montgomery, a posição de pastor na Igreja Batista. No ano seguinte, doutorou-se em Filosofia na Boston University e liderou um boicote, de duração de 381 dias, contra a segregação racial no ônibus, conseguindo a revogação da proibição através da Corte Suprema.

Com base nos princípios cristãos e em Gandhi, Martin Luther King defendia a ação não-violenta como forma de atingir seus objetivos. Em 1960, conseguiu a liberdade, para os negros, do uso de bibliotecas, parques e lanchonetes. Em 28 de agosto de 1963 realizou com mais de 200 mil pessoas a famosa "Marcha para Washington", onde proferiu seu mais famoso discurso, "I have a dream", pedindo uma sociedade com igualdade racial. Sua luta pelos direitos civis dos negros teve continuidade com a aprovação da lei que garantia a igualdade racial de direitos (Lei dos Direitos Civis) em 1964 e no ano seguinte com a aprovação da Lei dos Direitos de Voto para os negros. No início de 1964 foi o primeiro negro a ser considerado o "Homem do Ano" pela revista Time. No mesmo ano foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, se transformando no mais jovem a conquistá-lo. Em 1968, foi assassinado por James Earl Ray.


A história está repleta de casos de violações dos direitos humanos. Contra tais injustiças, lutaram homens e mulheres que, em comum, tiveram a disposição de combater destemidamente a desigualdade. Martin Luther King Jr. era uma dessas pessoas. A exemplo do pai da independência da Índia, Mahatma Gandhi, Luther King tornou-se defensor da filosofia da não-violência e liderou, a partir de 1955, uma campanha pacífica pela justiça para o povo negro americano. A idéia era derrubar os preconceitos que a abolição da escravatura conseguida por Abraham Lincoln em 1863, durante a Guerra Civil Americana, não havia sido capaz de destruir. A liberdade obtida pela nova Constituição não livrou os negros da discriminação, especialmente nos estados do sul dos EUA, onde a divisão racial era amparada pela lei. Naquela época, nenhum negro podia freqüentar um restaurante reservado a brancos ou sentar em lugares reservados a eles. Após a Guerra Civil americana, a situação piorou. Todas as terras eram de propriedade dos brancos e, na prática, embora livre, a população negra manteve-se pobre e perseguida. Seis décadas depois, nascia Martin Luther King (15 de janeiro de 1929, em Atlanta, no estado da Geórgia, cidade do extremo sul dos EUA). O pai era pastor da Igreja Batista Ebenezer. Por isso, Luther King passou a infância memorizando versículos da Bíblia e cantando gospels para a congregação. E, como toda criança negra, cresceu marcado pelo preconceito racial. Ainda assim, freqüentou umas das melhores faculdades da comunidade negra do país, a Morehouse College, onde eram incentivadas as discussões sobre problemas sociais. Lá, por influência do presidente da faculdade, que acreditava que a Igreja teria um papel decisivo a desempenhar na sociedade americana, Martin deixou de lado a idéia de ser médico ou advogado. Assim, aos 17 anos, foi ordenado e tornou-se pastor assistente da igreja de seu pai. Mas não parou de estudar. Dois anos depois, graduou-se em Sociologia na Morehouse College e ingressou no Seminário de Crozer, na Pensilvânia, no norte dos EUA, onde leu trabalhos de famosos teólogos e filósofos, entre eles Henry Thoreau, um abolicionista. Formou-se em Teologia como o melhor aluno de sua classe e, depois, iniciou o doutorado na Universidade de Boston.

O início da luta Foi nessa época que conheceu Coretta Scott, uma estudante de Música, com quem se casou em 18 de junho de 1953. No ano seguinte, aceitou o convite para pastorear a Igreja Batista da avenida Dexter, em Montgomery, no Alabama, estado situado no Sul, foco dos maiores conflitos raciais do país. Em 1955, já doutor em Teologia (quando passou a ser conhecido como o "reverendo" King), Martin via a comunidade negra totalmente submissa, com medo de lutar contra as injustiças raciais. Os ônibus da cidade eram guiados somente por motoristas brancos, e só os últimos bancos eram permitidos aos negros. No dia 1º- de dezembro de 1955, uma garota negra chamada Rosa Parks embarcou num ônibus e se recusou a dar lugar para um passageiro branco. A prisão de Rosa levou Luther King e seus seguidores a iniciar, no dia 5 de dezembro, um boicote contra os serviços rodoviários de Montgomery. Com a manutenção do boicote por quase um ano, as autoridades racistas usaram uma velha lei antiboicote para acabar com o movimento e prender 89 pessoas, incluindo Martin Luther King. Inspirados pelo sucesso do boicote em Montgomery, outros movimentos começaram a se espalhar, protestando contra a discriminação racial no Sul, e tornaram-se o ponto de partida da cruzada de Luther King, que usava o amor, a oração e o discurso como uma ação direta contra a violência física. No lançamento de seu livro A Caminho da Liberdade, sofreu um atentado durante uma sessão de autógrafos. Uma mulher negra, de meia-idade, com passagens em vários hospitais psiquiátricos, cravou um abridor de cartas em seu peito. Levado às pressas para o hospital, King sofreu uma cirurgia extremamente delicada e sobreviveu. Participou de várias marchas de protesto e, como resultado, aos poucos foi somando conquistas.

Ajudou a acabar com a segregação racial nas escolas, restaurantes, bares e outros locais, e sua ação foi fundamental na decisão do governo dos EUA de tornar prioritária a questão dos direitos civis. Em 28 de agosto de 1963, King reuniu 250 mil pessoas na Marcha sobre Washington. Deixando de lado suas anotações, fez, das escadarias do Lincoln Memorial, aquele que foi tido como o maior discurso do movimento pelos direitos civis: "I had a dream" ("Eu tive um sonho"). Orador apaixonado e persuasivo, considerado por muitos como o melhor dos Estados Unidos, Luther King tornou-se capa da revista Time de 3 de janeiro de 1964, recebendo o título de Homem do Ano de 1963. Os atentados a bomba, as execuções de negros e outros atos de violência continuaram, mas a história tomou um rumo sem volta. No dia 2 de julho de 1964, o presidente americano Lyndon Johnson assinou o Ato dos Direitos Civis e foi à televisão. "Aqueles que antes eram iguais perante Deus serão agora iguais nas seções eleitorais, nas salas de aula, nas fábricas e nos hotéis, nos restaurantes, cinemas e outros lugares que prestem serviços ao público", disse Johnson. Em outubro de 1964, King recebeu o Prêmio Nobel da Paz e iniciou uma nova luta: uma campanha de registro nas juntas eleitorais. Para garantir o direito, o governo federal interveio e presidente Lyndon Johnson assinou, em 1965, a Carta dos Direitos do Voto. Em abril de 1968, em meio a diversas manifestações violentas do movimento Black Power (Poder Negro) em cidades como Chicago, Boston, Los Angeles e Filadélfia, Martin Luther King foi a Memphis para dar apoio a trabalhadores negros que lutavam pela igualdade salarial.

No dia 3 de abril, na véspera do protesto, ele proferiu seu último discurso, profético - "I see the promise land" ("Eu vejo a terra prometida") - na sede da Igreja de Deus em Cristo, a maior denominação pentecostal americana africana dos EUA. No dia 4, à noite, King estava no terraço do hotel, quando foi atingido no pescoço por um tiro disparado do telhado de um prédio vizinho. Gravemente ferido e levado às pressas para o hospital, Martin Luther King, aos 39 anos, morreu uma hora depois. Seu funeral, realizado no dia 8 de abril, foi acompanhado por sua mulher e seus quatro filhos, e assistido pela TV por 120 milhões de americanos. Sobre a sepultura, gravadas na lápide de mármore, as palavras de uma velha canção de escravos: "Free at last, free at last/Thank God Almighty/I´m free at last" ("Finalmente livre, finalmente livre/Obrigado Deus Todo-Poderoso/Finalmente sou livre).

Dia da Consciência Negra- Negros notáveis em Cristo 2

CAPELANIA
Eu Tenho um Sonho
Publicado em: 27/08/2006 12:32

arquivos da notícia

28 de agosto de 1963, Dr. Martin Luther King fez o seu mais famoso e significativo discurso pela causa dos direitos civis. Lembramos, neste dia, a vida de um dos mais expressivos líderes do século 20, responsável pela luta pela igualdade de direitos entre negros e brancos.

I HAVE A DREAM (Eu tenho um sonho )

Com o fim da Segunda Guerra Mundial os Estados Unidos, um dos vencedores, tornaram-se símbolos da democracia. Apareceram através da imprensa e do cinema como exemplares guardiões dos direitos dos cidadãos. E, de certa forma, eram um país exemplar neste sentido. No entanto, no país mais democrático do mundo havia a segregação racial. Os negros, grande parte da população norte-americana, eram privados dos direitos civis e, em muitos estados, eram obrigados a uma vida completamente apartada da população branca. Havia ônibus para brancos e ônibus para negros; havia escolas para brancos e escolas para negros, calçadas para brancos e... assim se fazia a segregação racial no país exemplar pela sua democracia.

O apartheid era uma chaga na sociedade estadunidense. O espírito democrático que identifica aquela sociedade não conseguiu, até os nossos dias, apagar completamente os resquícios do passado puritano marcado pela crença de uma suposta “eleição divina” e de superioridade racial. Esta crença ainda alimenta a existência de expressivos grupos racistas que atuam em alguns estados sob a proteção de políticos.

O escândalo do racismo norte-americano tornou-se mais evidente nos anos 50 e 60, exatamente quando os Estados Unidos apareceram como guardiões da democracia no mundo e, contraditoriamente, quando o mundo vivia uma grande esperança motivada pela recuperação econômica das nações que participaram da Guerra e pelas ideais democráticos e igualitários dos povos surgidos após a vitória sobre o fascismo.

Foi nesse tempo que apareceu Martin Luther King Jr. Nascido na Geórgia em 15 de janeiro de 1929, filho mais velho de um pastor batista e de uma professora. Jovem ainda, com 19 anos apenas, tornou-se pastor e mais tarde fez seu curso de teologia e pós-graduou-se pela Universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott, uma estudante de música, com quem se casou mais tarde.

Em 1954 assumiu o ministério na igreja batista de Montgomery, Alabama. No ano seguinte, nesta cidade, houve um incidente com uma senhora. Ela foi impedida de usar um ônibus pelo fato de ser negra. Luther King era, na ocasião, presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, assim, com facilidade, organizou um movimento de protesto contra o ato discriminatório. Esse movimento, que chegou a durar um ano, deu início à luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Em 1957, foi criada a Conferência da Liderança Cristã no Sul, uma entidade formada por igrejas e pastores negros, voltada a lutar contra as leis segregacionistas através de atos pacíficos. King acabou sendo o líder da entidade. Nos anos 1960 ele liderou uma série de manifestações, todas pacíficas, para protestar contra a discriminação racial e pelos direitos civis dos negros. Numa dessas manifestações, King foi preso e acusado de atentar contra a ordem pública.

Em 1963 liderou um movimento gigantesco em Washington que ficou conhecido por "A Marcha para Washington". Mais de 200 mil pessoas pediram pelos direitos civis no Alabama e nos Estados Unidos. Ainda em 1963, liderou a histórica passeata em Washington, onde proferiu seu famoso discurso “I have a dream”. No ano seguinte recebeu o Prêmio Nobel da Paz. (leia no final dessa matéria o discurso na integra)

Até 1968, King liderou muitos movimentos em favor dos direitos civis e também, pelo fim da Guerra no Vietnam. Conseguiu em 1965 a aprovação da Lei do Direito de Voto, que deu direito de voto à população negra.
Em 4 de abril de 1968, num hotel em Memphis, King foi baleado e morto. Nas suas últimas palavras disse: "Por isso estou feliz hoje. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a chegada do Senhor". Seu assassino foi um branco fugitivo da cadeia. Hoje está preso e condenado a 99 anos de prisão.

Luther King foi o verdadeiro líder. Sua liderança e autoridade vinham da sua fidelidade e honestidade na maneira de conduzir a luta pelos direitos civis. Não usava de violência, usava palavras. Palavras fortes, forjadas num coração cheio de esperança. King não odiava a sociedade americana por ser racista. Odiava sim ao racismo, e foi contra ele que lutou durante sua vida pastoral até o seu último dia.

King não morreu somente pelo direito dos negros, embora tenha sido este objetivamente o seu empenho, ele morreu pela saúde espiritual de uma sociedade que, desenvolvida em tantos aspectos, ainda carregava o perverso sentimento de superioridade entre irmãos da mesma América.

“Eu tenho um sonho que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro
significado de seus princípios: nós acreditamos que esta verdade seja evidente,
que todos os homens são criados iguais”.

“Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação
onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter”.

Martin Luther King Jr., 28 de agosto de 1963

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos; pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. Devido à nossa pregação, nós enfrentamos a morte, porém isso resultou em vida eterna para vocês”.
(II Coríntios 4:8 a 12)


Prª Kátia Nichele

Dia da Consciência Negra- Negros notáveis em Cristo

Renovação da Rua Azusa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Movimento espiritual liderado por William Joseph Seymour, nas instalações de um prédio na Rua Azusa, número 312, em Los Angeles - Califórnia, no início do século XX.

A raiz do movimento, no entanto, está relacionada à figura de Charles Fox Parham, que iniciou um trabalho de busca pelo poder do Espírito Santo em Topeka - Kansas, a partir de 1900. Parham fundou uma escola de treinamento espiritual baseada no modelo desenvolvido por Franck Sandford, do Maine, que instalou uma comunidade-escola chamada Shiloh, com o propósito de buscar a plenitude do Espírito. Após uma visita de seis semanas ao local, Parham e sua esposa importaram a idéia e passaram a viver uma experiência de avivamento espiritual tendo como aspecto principal o falar em linguas estranhas como evidência do batismo no Espírito Santo.

Um dos mais destacados alunos da escola de Parham foi William J. Seymour, um pregador batista negro simples em sua homilética, mas bastante comprometido com o movimento de busca pelas experiências de avivamento espiritual, como aquela ocorrida no dia de pentecostes, narrada no Novo Testamento (Atos dos Apóstolos 2. 1-13). Daí o termo Pentescotalismo para denominar o movimento que nasceu a partir daqueles dias de muito fogo espiritual.

William J. Seymour foi levado para Los Angeles por uma mulher que fora curada em uma visita à escola de Parham, alí ele passou a exercer o pastorado em uma igreja da metrópole nascente. Ao começar a pregar a mensagem de avivamento e batismo no Espírito Santo nas igrejas tradicionais, William não foi bem aceito e passou a se reunir em casas de irmãos. Mas o ajuntamento de multidões para ouvir o pregador e experimentar o poder pentecostal tornou inviável a reunião em lares. A solução foi passar a se reunir em um prédio maior. O novo endereço do avivamento passou a ser Azusa Street - 312.

Para lá fluiram multidões que provaram o sabor agradável da presença viva do Espírito Santo, foram batizados, curados, renovados e, principalmente, santificados pelo fogo do céu.

A Missão Evangélica da Fé Apostólica, como passou a se chamar a comunidade, tornou-se o epicentro do avivamnto que se espalhou pelo mundo, pois a cidade de Los Angeles foi o lugar ideal para o movimento começar, uma vez que era uma grande metrópole com certa dose de globalidade. De lá saíram semeadores do fogo para várias partes do mundo, carregando a mensagem do evangelho em sua plenitude.

Produzido pelo Pr Emmanuel Elmani de Carvalho - Natal (RN) - Brasil

Pentecostalismo

Pentecostalismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Pentecostalismo é como chamam-se os grupos religiosos cristãos, originário no seio do protestantismo baseando na crença na presença do Espírito Santo na vida do crente através de sinais, denominados por estes como dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas (glossolalia), curas, milagres, visões etc.

[editar] Origem

Tradicionalmente, reconhece-se o começo do movimento pentecostal como tendo início no ano 1906 em Los Angeles nos Estados Unidos na Rua Azuza, onde houve um grande avivamento caracterizado principalmente pelo "batismo com o Espírito Santo" evidenciado pelos dons do Espírito (glossolalia, curas milagrosas, profecias, interpretação de línguas e discernimento de espíritos).

No entanto o batismo com dons do Espírito Santo não era totalmente novo no cenário protestante. Existem inúmeros relatos de pessoas que clamam ter manisfestado dons do Espírito em muitos lugares, desde Martin Lutero (apesar de controversos quanto a veracidade) no século XVI até de alguns protestantes a Rússia no século XIX.

Devido à projeção que ganhou na mídia, o avivamento na Rua Azuza rapidamente cresceu e, subitamente, pessoas de todos os lugares do mundo estavam indo conhecer o movimento. No começo, as reuniões na Rua Azuza aconteciam informalmente, eram apenas alguns fiéis que se reuniam em um velho galpão para orar e compartilhar suas experiências, liderados por William Seymour (1870-1922).

Rapidamente, grupos semelhantes foram formados em muitos lugares dos EUA, mas com o rápido crescimento do movimento o nível de organização também cresceu até o grupo se denominar Missão da Fé Apostólica da Rua Azuza. Alguns fiés não concordaram com a denominação do grupo.

Surgiram grupos independentes que emergiram em denominações. Também algumas denominações já estabelecidas adotaram doutrinas e práticas pentecostais, como é o caso da Igreja de Deus em Cristo.

Mais tarde, alguns grupos ligados ao movimento pentecostal começaram a crer no unicismo em vez da triunidade (trindade). Com o crescimento da rivalidade entre os que criam no unicismo e os que criam na trindade, ocorre um cisma e novas denominações nasceriam como a Igreja Pentecostal Unida (unicista) e as Assembléias de Deus (trinitária).

[editar] Pentecostalismo Brasileiro

No Brasil, o Pentecostalismo chegou em 1910-1911, com a vinda de missionários originários da América do Norte: Louis Francescon, que dedicou seu trabalho entre as colônias italianas no Sul e Sudeste do Brasil, originando a Congregação Cristã no Brasil; Daniel Berg e Gunnar Vingren, que inciaram suas missões na Amazônia e Nordeste, dando origem às Assembléias de Deus.

O movimento pentecostal pode ser dividido em três ondas. A primeira, chamada pentecostalismo clássico, abrangeu o período de 1910 a 1950 e iniciou-se com sua implantação no país, decorrente da fundação da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus até sua difusão pelo território nacional. Desde o início, ambas as igrejas caracterizam-se pelo anticatolicismo, pela ênfase na crença no Espírito Santo, por um sectarismo radical e por um ascetismo que rejeita os valores do mundo e defende a plenitude da vida moral.

A segunda onda começou a surgir na década de 1950, quando chegaram a São Paulo dois missionários norte-americanos da International Church of The Foursquare Gospel. Na capital paulista, eles criaram a Cruzada Nacional de Evangelização e, centrados na cura divina, iniciaram a evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do pentecostalismo no Brasil. Em seguida, fundaram a Igreja do Evangelho Quadrangular. No seu rastro, surgiram O Brasil para Cristo, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Casa da Bênção, Igreja Unida e diversas outras menores.

A terceira onda, a neopentecostal, teve início na segunda metade dos anos 70. Fundadas por brasileiros, a Igreja Universal do Reino de Deus (Rio de Janeiro, 1977), a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (Brasília, 1992) e a Renascer em Cristo (São Paulo, 1986) estão entre as principais. Utilizam intensamente a mídia eletrônica e aplicam técnicas de administração empresarial, com uso de marketing, planejamento estatístico, análise de resultados etc. Algumas delas pregam a Teologia da Prosperidade, pela qual o cristão está destinado à prosperidade terrena, rejeitando os tradicionais usos e costumes pentecostais. O neopentecostalismo constitui a vertente pentecostal mais influente e a que mais cresce. Também são mais liberais em questões de costumes.

Paralelamente ao Pentecostalismo, várias denominações protestantes tradicionais experimentaram movimentos internos, com manifestações pentecostais, assim foram denominados "Renovados", como a Igreja Presbiteriana Renovada, Convenção Batista Nacional, Igreja do Avivamento Bíblico e Igreja Cristã Maranata.

A doutrina de renovação do Pentecostalismo ultrapassou até mesmo as fronteiras do Protestantismo, surgindo movimentos de renovação pentecostal Católica Romana e Ortodoxa Oriental, como a Renovação Carismática Católica.

São Paulo - Cidade Negra

 

 

Dia da Consciência Negra - Saiba mais sobre Zumbi dos Palmares

 20 de novembro, Dia do líder negro Zumbi

Novembro é um mês de comemoração e reflexão para o povo negro. Mas não deveria ser só para o negro, e sim para todos os brasileiros, principalmente os evangélicos. No dia 20 de novembro, em alusão à morte do líder Zumbi dos Palmares, comemora-se o Dia da Consciência Negra. A história de Zumbi e do Quilombo dos Palmares foi recuperada nos anos 60 e 70 pelo movimento negro. A data oficial de seu assassinato, 20 de novembro, foi transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978. Zumbi nasceu no Quilombo dos Palmares, provavelmente em 1665, mas cresceu distante dele. Com poucos meses de vida, foi capturado por uma expedição militar e doado ao padre Antônio de Melo, do distrito de Porto Calvo. Batizado como Francisco, o menino aprendeu a ler e escrever na paróquia. Por volta de 1670, aos 15 anos, ele decidiu voltar, ao lado de escravos fugitivos, para sua terra natal. Em Palmares, Francisco assumiu o nome de Zumbi e destacou-se como chefe militar. A existência dos quilombos incomodava o sistema colonial português. Além disso, os negros no cativeiro ouviam histórias de Palmares e alimentavam a esperança de fugir e juntar-se aos quilombolas. Em seu apogeu, o Quilombo dos Palmares abrigou mais de 20 mil habitantes, em uma área de quase 27 mil quilômetros quadrados.

O povo negro sempre resistiu à escravidão. Mesmo após a abolição da escravidão, em 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea, o negro continuou a sua luta pela liberdade, e uma das mais importantes foi à Revolta da Chibata. No ano de 1910, o governo brasileiro adquiriu uma poderosa esquadra equipada com o que havia de mais moderno em tecnologia de guerra naval na época. Os navios, fabricados na Inglaterra, faziam do Brasil o país mais poderoso no Atlântico sul. A marujada das moderníssimas máquinas de guerra eram, na sua maioria, negros e pobres. Quando cometiam qualquer deslize ou ato que fosse considerado indisciplina, eram punidos com chibatadas como no tempo da escravidão. Além disso, o soldo era muito baixo e a comida de bordo insuportavelmente ruim, o que fazia com que esses descendentes de escravos se sentissem mais humilhados e ainda com o pesadelo da escravidão 22 anos após a abolição. Chefiados por um marinheiro negro chamado João Cândido, exigiram o fim do castigo da chibata e melhoria no soldo e na alimentação de bordo, e ameaçaram bombardear o palácio do Catete (sede do governo federal). João Cândido liderou a revolta no Rio de janeiro, capital do Brasil na época, tomando os navios mais potentes do mundo em 22 de novembro de 1910 e realizando proezas inimagináveis: marinheiros afrodescendentes manejaram e pilotaram os navios com beleza e maestria. O governo prometeu anistiar os revoltosos e atender todas as suas reivindicações, desde que eles se rendessem e entregassem os navios. Os marinheiros se renderam e a promessa de anistia não foi cumprida. Muitos foram presos ou enviados para o inferno da Clevelândia, nos confins da Amazônia.

O teólogo e historiador Walter Passos resgatou a luta do marinheiro negro João Cândido, apontando a sua fé protestante e considerando-o como o nome mais importante depois de Zumbi dos Palmares. O protestantismo brasileiro pouco ou quase nada fez para denunciar o racismo na sociedade brasileira e dentro de suas próprias denominações. Como diz James Cone "O racismo é a negação do evangelho". O protestantismo histórico brasileiro é oriundo do Sul dos Estados Unidos, e por isso manteve e mantém a questão racial como inexistente em nosso país. Aí está o exemplo de João Cândido como um homem de fé, que aceitou Jesus Cristo como seu Salvador pessoal. Converteu-se na Igreja Metodista do Brasil em Jardim América, no Rio de Janeiro, e passou a freqüentar a Igreja Metodista de São João de Meriti. Deu um bom testemunho de homem simples e de muita fé até a sua morte, cujo ato fúnebre foi realizado pelo Rev. Lucas Mazon. É por razões como essa que nossas igrejas devem abordar a questão do negro.


Hernani Francisco da Silva, autodidata, é militante do Movimento Negro e diretor-fundador da Sociedade Cultural Missões Quilombo

Dia da Consciência Negra - Os negros nas igrejas evangélicas

Igreja Evangélica e a Consciência Negra

O Professor e Pesquisador metodista José Carlos Barbosa (doutor em história Pela Universidade de Sevilha, na Espanha), coordenador do Centro de Pesquisa Metodista e autor do livro “Negro não entra na Igreja, espia da banda de fora”,em sua fala no encontro de Lideranças Negras Evangélicas comentou o seu trabalho de pesquisa que mostra a relação do protestantismo no  Brasil com o negro e a escravidão. Com uma abordagem muito interessante, o professor fez o grupo viajar no tempo, estudando a relação inicial do catolicismo com o índio e com o negro, a relação dos protestantes europeus e norte americanos, imigrantes que aqui se estabeleceram a partir das primeiras décadas do século 19, com os negros, e ainda, o relacionamento dos missionários vindos do sul dos Estados Unidos, com os negros.

O professor explicou como surgiu o  seu interesse  pela questão do negro, falando de um documento que relatava o naufrágio de um navio negreiro e escrito por um sobrevivente branco. O navio vinha da África para o Brasil trazendo negros para vendê-los. O sobrevivente com uma linguagem, profundamente religiosa, agradecia a Deus pelo milagre de ter salvado a sua vida. Mas, lamentava o afundamento do navio e a perda econômica da carga - homens e mulheres negros. Aquele documento lhe chocou profundamente, por ele não conseguir entender como aquele homem conseguia falar em Deus, ir à Igreja e ter um pensamento daquele. Um discurso profundamente piedoso e uma pratica tão cruel. Decidiu  pesquisar o assunto e achou uma farta informação sobre como o catolicismo lidava com a escravidão. Mais quase nada, e nenhuma pesquisa mais profunda sobre o assunto, com relação ao protestantismo, o que o levou a estudar a questão.

A contribuição que o professor Jose Carlos nos trouxe foi de grande importância, nos trazendo pistas para nossa atuação na questão negra nas igrejas. Um dos pontos importantes é  que os protestantes vieram para o Brasil a fim de propagar o evangelho e ganhar membros da elite. Sua meta era plantar a igreja evangélica no país. Enfrentaram grande oposição do clero católico e tiveram  grande dificuldade pelo fato da população ser analfabeta, o que fez com que sua estratégia fosse abrir escolas. O professor afirmou que os primeiros protestantes que aqui chegaram em sua grande maioria eram escravistas, não tendo nenhum interesse em se opor à escravidão. Apesar de toda essa incompatibilidade no campo do protestantismo, entre a escravidão e a fé cristã, houve algumas vozes na Europa, Estados Unidos e Brasil, que não concordavam com a escravidão, como John Wesley e, no Brasil, Robert Kalley  que chegou a expulsar um membro da sua igreja por não ter libertado os seus escravos.

O professor também lembra que, ao terminar a guerra do norte e sul, nos Estados Unidos, (chamada Guerra de Secessão), os sulistas continuaram a  querer a permanência do escravismo e o norte o seu fim). Muitos sulistas vieram para o Brasil e buscavam produzir  o modelo escravista, tentando justificar a escravidão teologicamente.

Os evangélicos, no processo da abolição da escravatura no Brasil, de acordo com o professor,  só se manifestaram quando o Brasil inteiro já estava envolvido nessa luta. Ele cita um documento muito importante, escrito pelo pastor presbiteriano Carlos Eduardo Pereira, publicado, em 1886, no jornal “Imprensa evangélica”,  condenando a escravidão à luz da Bíblia.

Segundo o professor, os  evangélicos não tiveram um papel relevante na Abolição da Escravidão do negro. A partir da sua palestra, os  participantes do  Fórum tiveram subsídios para legitimar a proposta do movimento negro evangélico, afirmando que o seu trabalho de pesquisa veio de encontro às necessidades da nossa luta,  dando base e conteúdo para até pensarmos em reivindicar reparações e políticas de ações afirmativas em nossas igrejas para o afrodescendente,  no sentido material, bem como uma releitura bíblica teológica.

Por exemplo, cotas para negros e bolsas de estudos em colégios e universidades protestantes e reparações teológicas.

Igreja Evangélica e a Consciência Negra - Parte 2

Olhando a nossa situação atual com relação à Igreja Evangélica e à Consciência Negra, podemos ver o tamanho da luta que temos pela frente. Começando pelas Igrejas Históricas onde a questão tem se desenvolvido de maneira mais efetiva:

A Igreja Metodista é a única denominação protestante que tem uma  Pastoral de Combate ao Racismo,que,  por outro lado, não tem apoio nem recursos humanos e financeiros para o seu funcionamento. É só para inglês ver.

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil vem tentando  criar a sua Pastoral da Negritude, devido aos esforços do Grupo de Negros e Negras da Escola Superior de Teologia da denominação;

Uma das novidades que podemos comemorar vem da Igreja Presbiteriana Unida que oficializou o Dia da Consciência Negra em sua agenda com uma liturgia nacional, e também criou um projeto especifico para trabalhar o racismo e a negritude.

Grande parte das Igrejas Históricas indica representantes junto à CENACORA –Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo - uma organização do Movimento negro evangélico. Mas, muitas vezes, essas indicações têm servido de desculpa para essas igrejas não atuarem de uma forma mais direta, cumprindo realmente o seu papel profético diante do racismo e da questão negra. O fato é que essas igrejas, ao terem um representante na CENACORA,  imaginam que estão fazendo a sua parte. Não compreendem que o verdadeiro papel da CENACORA é assessorar essas igrejas e suas pastorais a desenvolverem atividades e ações de combate ao racismo e não servir de muleta para as isentarem da sua responsabilidade diante da questão.

As igrejas evangélicas participantes da CENACORA são: Igreja Congregacional, Igreja Presbiteriana Independente, Igreja Metodista, Igreja  Luterana, Igreja Anglicana, Igreja Siriana Ortodoxa, e  Igreja Católica Romana.

A Igreja Batista é a única que não tem nenhum tipo de trabalho oficializado por suas lideranças com relação ao afrodescendente, mas, tem projetos desenvolvidos por pastores e membros, isoladamente, sem um apoio explicito da denominação.

Existe um fato muito interessante com relação à Igreja Batista Brasileira: as uniões e convenções batistas do mundo inteiro  adotaram o Pacto de Atlanta, garantindo que a primeira década [2000-2010] do século 21 será aquela em que os batistas do mundo inteiro trabalharão pela justiça racial para todos os povos. Já se passaram 4 anos da década e os batistas brasileiros nem sequer sabem do pacto.

Mesmo com pastorais, representantes indicados e pequenos trabalhos as igrejas históricas não têm a questão do afrodescendente como parte da sua agenda e missão, nem têm investido recursos para uma atuação mais eficaz diante do problema, notando-se  uma certa incoerência entre o discurso e a pratica do quetem pregado como Igrejas cristãs.

Nas Igrejas pentecostais não existe nenhum trabalho oficializado por suas lideranças com relação ao negro. O que existe são manifestações  de pessoas e organizações oriundas das igrejas desse seguimento, sem nenhum vínculo com as denominações ou oficialização por suas lideranças. Nas igrejas pentecostais é onde se encontra a maior parcela de afrodescendentes, não por que esse segmento optou pelo negro, mais pelo negro ter optado pelo pentecostalismo,por ter se identificado melhor com essas denominações.

Nas Igrejas Neopentecostais a situação é mais complicada ainda. Além de não existir nenhum trabalho oficializado não há espaço para o surgimento dequalquer tipo de proposta, realizado por membros  dessas igrejas. Isso, devido a sua característica como a doutrina da prosperidade, a batalha espiritual, as maldições hereditárias, e outras. Fazendo que seus membros vivam voltados somente para os compromissos  da igreja e das “coisas espirituais”. Dos neopentecostais a única denominação que tem abordado a questão do negro é a Universal, porém isso acontece mais em razão da sua forma estratégica e política de atuação.

Conclusão

No geral, as igrejas brasileiras não tém respondido de uma forma cristã à situação do afrodescendente. No passado, por ser cúmplice  da escravidão, após a Abolição, de forma silenciosa, e hoje continuando omissa. Nos anima o fato de que entre os afrodescendentes tenha crescido uma significante conscientização da sua negritude e isso, de certa forma, tem  fortalecido a nossa luta. Podemos sentir o mover de Deus despertando as consciências adormecidas por anos de opressão. Existem grandes barreiras para chegarmos a uma situação ideal em nossa luta, das quais, as principais são:

Falta de interesse das lideranças das igrejas evangélicas.

Falta de material com a temática do negro nas igrejas.

Falta de estrutura e recursos financeiros.

Falta de um movimento articulado que tenha visibilidade e legitimidade.

Por fim, a demonização de tudo que se refere ao negro, dificultando a introdução da questão nas igrejas evangélicas.

Os desafios são muitos mas existem prioridades e uma delas é a conscientização dos pastores, pastoras e lideranças negras para que, através deles e delas, a temática possa chegar aos membros de suas igrejas.<o:p></o:p>

Outra prioridade é a questão da informação, divulgação e capacitação das lideranças para a fomentação da causa.

Também se torna urgente a consolidação do movimento negro evangélico para fortalecer as bases e lideranças.

Faz-se também necessário um ciclo de debates sobre vários temas pertinentes e que nos faça pensar a relação entre o movimento negro, os negros evangélicos, e as igrejas.

Síntese do Encontro do Fórum de Lideranças Negras Evangélicas, em 18 de Outubro de 2003.

SENECON - Semana Nacional Evangélica de Consciência Negra

No mês de novembro, pessoas e organizações de várias partes do Brasil   participaram da  Semana Nacional Evangélica de Consciência Negra.

Participe você também, e leve a  SENECON para a sua Igreja

Como participar da  SENECON?  

Como foi a  1ª SENECON: Atividades da I SENECON 

Mobilização da I SENACONTexto para reflexão da SENECON:

Igreja Evangélica e a Consciência Negra

20 de novembro, Dia do líder negro Zumbi 

 

19.11.06

BAIXE! Pregações Silas Malafaia

Pregações para sua edificação e da sua família.
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Missionário brasileiro da Assembléia de Deus é morto no Timor

19/11/2006 - 13h42

Dili, 19 Nov (Lusa) - Um cidadão brasileiro morreu neste domingo no Timor Leste após ter sido baleado no bairro de Akadiro Hun, na capital Dili.

Edgar Gonçalves, de 32 anos e natural de Minas Gerais, estava no país asiático havia cerca de dois anos, onde fazia trabalho missionário a serviço da Assembléia de Deus, disse à Agência Lusa o embaixador do Brasil em Dili, Antônio da Silva.

Segundo Erik Tan, representante especial adjunto do secretário-geral da ONU no Timor, Edgar Gonçalves foi atingido no pescoço por um tiro disparado por desconhecidos quando circulava por uma das ruas do bairro de Akadiro Hun, por volta das 21h30 locais (10h30 de Brasília).

A crise político-militar iniciada em abril no território deixou até agora mais de 50 mortos e 180 mil refugiados - metade já retornou a suas casas.

  
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Amados, precisamos orar, muitooooooooo por nossos irmãos missionários, pelas famílias e parentes.... Precisamos orar tbem pelas igrejas que mantém nossos irmãos.
 
A coisa está séria!!!!
 
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18.11.06

"Uma limpeza étnica silenciosa"

18/11/2006
"Uma limpeza étnica silenciosa"
ONG israelense denuncia que o governo pretende forçar a emigração palestina e enfraquecer a resistência

J. M. Muñoz
em Jerusalém


Há muito poucas pessoas em Israel que levantam a voz diante dos abusos sistemáticos das autoridades israelenses contra civis palestinos. Yossi Wolfson, porta-voz da HaMoked, uma ONG israelense de defesa dos direitos humanos, não se surpreende com nenhuma das medidas adotadas pelo governo de Ehud Olmert, nem com os empecilhos à reunificação familiar de palestinos nos territórios ocupados. Na avaliação dele, os conceitos fundamentais de um sistema de segregação permaneceram inalterados.

"Está muito claro que o Executivo aplica essas políticas por razões demográficas. Faz isso desde 1948 em Israel e desde 1967 nos territórios ocupados. Pensam que se concederem permissões para a reunificação familiar estarão promovendo uma maioria palestina entre o rio Jordão e o mar. Se não concederem, estarão forçando a emigração. A política se baseia em uma ideologia racista criada para destruir os vínculos sociais e familiares de indivíduos que nada têm a ver com as milícias ou com grupos terroristas", explica o ativista.

Há um fio condutor nessa estratégia. "O objetivo é que a resistência à ocupação não conte com uma comunidade forte que a apóie", diz Wolfson. "Pensam que se a comunidade for fraca será menor a rejeição a essa ocupação.

Além de que isto não vai funcionar, a estratégia é imoral porque a população civil não pode ser um alvo legítimo, embora isso esteja muito longe das mentes dos governantes israelenses." Se esse é um dos objetivos desejados, é claro que a estratégia não é eficaz. O ódio aos judeus nas cidades e povoados palestinos é crescente e o apoio às milícias - não só as islâmicas - não diminui.

A vitória dos islâmicos nas eleições de janeiro representou mais uma volta no parafuso da repressão. Além de milhares de camponeses terem se recusado a trabalhar nos campos de cultivo em uma ampla faixa ao longo da margem do Jordão; de que percorrer algumas dezenas de quilômetros pode demorar horas; que a vida acadêmica e institucional é um tormento, dezenas de milhares de palestinos foram proibidos de regressar à Cisjordânia. Não podem escolher nem mesmo viver sob a ocupação.

"Na realidade, eles querem que a situação nunca seja tranqüila, impedir o caminho da coexistência entre palestinos e israelenses exercendo uma opressão muito dura. Até a chegada do Hamas ao Executivo, pretendiam dificultar muito a vida das pessoas. Mas agora querem criar o caos", comenta Wolfson.

Esse jovem ativista ignora qual seja a solução para essas separações forçadas, que as ONGs israelenses dedicadas aos direitos humanos qualificam de "limpeza étnica silenciosa". "Não sei se um boicote econômico a Israel daria resultado porque a população civil também seria afetada. Mas é evidente que os protestos diplomáticos e que os governos ocidentais expressem preocupação não vai resolver nada. Talvez fosse útil cortar só os vínculos militares com Israel ou exigir que os cidadãos israelenses tenham algum documento ou acrescentar algum requisito quando viajam à Europa. Deve-se criar alguma situação que represente certa pressão para o Executivo israelense."

Wolfson considera muito improvável qualquer tipo de sanção, por menor que seja, contra o Estado israelense. "Se diante da construção do muro de concreto e alambrados - com vários trechos no interior do território palestino - não fizeram nada, não parece que vão organizar boicotes por causa da reunificação familiar."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

17.11.06

Congresso de Louvor e Adoração Santa Geração

23-Nov Congresso de Louvor e Adoração Santa Geração
Ministração de Louvor e Palavra com o Pastor António Cirilo
Data: 23 de Novembro Horário: 20:00
Cidade: Araçatuba Estado: São Paulo
Info.: santageracao@santageracao.com.br
Contato: Minist鲩o Santa Gera磯 - 31-33566506
Local: Igreja Batista Renovada de Araçatuba
Endereço: Av. Prestes Maia 2115 - Bairro Ipanema